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O evento, realizado na Casa da Cultura, promoveu um importante diálogo entre cafeicultoras do município
Projeto, iniciado em 2022, chega a Albertina com parceria e prevê ações com 15 produtoras ao longo de 2026.
Albertina viveu hoje um daqueles encontros que fazem a cidade se sentir maior do que o próprio mapa. Na Casa da Cultura, aconteceu um curso voltado às mulheres cafeicultoras, com um clima de troca, aprendizado e valorização de quem sustenta, com as próprias mãos, uma das riquezas mais importantes da nossa região: o café. Mas o que tornou o momento ainda mais especial foi a presença de um convidado internacional, vindo diretamente do Japão, trazendo na fala e no olhar um reconhecimento que enche de orgulho qualquer produtor brasileiro.
Durante a atividade, Wataru — visitante japonês que está no Brasil pela primeira vez — compartilhou uma mensagem que, por si só, já diz muito: no Japão, o café do Brasil é amplamente consumido e muito valorizado. E ele não falou isso como um comentário solto, e sim como alguém que convive com essa realidade diariamente, inclusive dentro do universo das cafeterias japonesas. Segundo ele, o café brasileiro é tão presente no dia a dia do país que ele mesmo costuma consumir com frequência, e esse uso se estende a grandes operações do setor.
Esse encontro não foi apenas simbólico. Ele marcou oficialmente a apresentação de um projeto de apoio e protagonismo feminino que começou em 2022 e agora chega a Albertina com uma proposta concreta: construir, em 2026, uma jornada estruturada com mulheres produtoras do município, fortalecendo o trabalho delas, abrindo portas de conhecimento, conexão e valorização, e mostrando que a cafeicultura local tem espaço para dialogar com o mundo.
Na fala apresentada durante o encontro, Wataru contou que o café brasileiro é muito apreciado no Japão e que, inclusive, faz parte das bebidas servidas em cafeterias reconhecidas, como a Komeda Coffee. Esse detalhe muda tudo, porque não é apenas “o café brasileiro é bom”. É o café brasileiro sendo utilizado, servido e valorizado no cotidiano de consumidores de outro país — e isso reforça o que a gente já sabe aqui: o nosso café tem qualidade, história e força.
A visita à Casa da Cultura aconteceu de forma leve, acolhedora, do jeito que Albertina sabe receber. Teve conversa, teve troca e, claro, teve café. E nesse “cafezinho” compartilhado, uma ideia ficou bem clara: quando a cidade abre as portas para projetos assim, ela não está só recebendo alguém de fora — ela está construindo pontes.
O projeto estabelece pontes estratégicas entre a produção local e o mercado global de luxo. Um dos grandes destaques é a parceria com a rede internacional Komeda’s, que desenvolveu a marca Café Sophia como um tributo à excelência do Sul de Minas. Presente em diversos países, o Café Sophia é abastecido exclusivamente com grãos da nossa região, incluindo a produção de Albertina.
Um ponto muito importante da apresentação foi a origem da iniciativa. Wataru explicou que, dentro da Komeda’s, o projeto de apoio às mulheres produtoras começou em 2022. Desde então, essa proposta vem sendo construída com o objetivo de fortalecer o protagonismo feminino e contribuir para que mulheres que trabalham com café tenham mais apoio, mais visibilidade e mais reconhecimento.
E agora, com a chegada a Albertina, esse compromisso se renova com um novo capítulo. O projeto previsto para fevereiro de 2026 será desenvolvido com 15 mulheres, que participarão diretamente dessa construção. Isso mostra que não é apenas uma visita institucional ou um encontro pontual: é uma iniciativa com participação definida, foco, direção e continuidade.
Wataru deixou claro em sua fala o sentimento de alegria e orgulho por poder fazer mais um ano de projeto no Brasil, e por realizar essa edição junto com Albertina e os parceiros envolvidos. Ele também reforçou o que a gente sente na pele: o café do Brasil é o melhor, e por isso ele merece ser valorizado desde a origem — ou seja, desde quem produz.
O curso voltado às mulheres cafeicultoras não foi apenas uma aula. Ele foi, acima de tudo, um recado. Um recado de que as mulheres do café precisam e merecem espaço de destaque, não só como apoio, mas como liderança, decisão e força produtiva. O campo muda quando a mulher tem acesso a conhecimento, quando tem voz, quando tem visibilidade, e quando é tratada como protagonista de verdade — e o café ganha ainda mais qualidade e valor quando essa rede feminina é fortalecida.
Albertina carrega essa tradição do café na história e na vida real, no dia a dia das famílias, no cheiro que vem do terreiro, na rotina de quem acorda cedo, cuida da lavoura, enfrenta o tempo, o clima e o desafio de produzir com dignidade. Por isso, um projeto que chega com essa proposta tem um impacto que vai muito além do encontro de hoje: ele mexe com autoestima, com pertencimento e com futuro.
E o mais interessante é que o projeto também abre uma visão de cadeia completa: do campo até o consumo. Porque quando alguém de outro país vem até aqui e diz “a gente consome esse café”, a mulher produtora entende que o que ela faz não fica só aqui. O que ela faz atravessa fronteiras.
O Projeto também chega “até a escola”, aproximando crianças e jovens dessa cultura do café, da valorização do trabalho rural e do orgulho de produzir algo que é reconhecido mundialmente.
Isso é estratégico porque planta semente. A criança que aprende sobre o café de forma positiva, com contato cultural, educativo e com referência internacional, cresce entendendo que a cidade onde vive tem valor, tem potência e tem identidade. E essa identidade é o que sustenta o futuro.
A Casa da Cultura, como espaço que reúne história, arte e memória, foi o local ideal para essa vivência. É ali que a cidade se encontra, conversa e constrói junto — e foi exatamente isso que aconteceu hoje.
No fim das contas, o encontro de hoje deixou uma mensagem grande e direta: Albertina não está apenas produzindo café. Albertina está se conectando com o mundo por meio do café — e colocando as mulheres no centro dessa construção.
Leonardo Constancio,
Assessor de Imprensa.
Prefeitura Municipal de Albertina/MG
Felipe Teodoro Sanches, Prefeito
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Albertina segue sendo construída no dia a dia, com organização, cuidado e trabalho de verdade.
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